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10% dos casos de fraturas na face são em crianças, diz levantamento

De cada 100 fraturas faciais em crianças, 95 acontecem na faixa etária entre 6 e 13 anos. Os outros 5% são registrados em crianças de 0 a 5 anos, idade em que são vigiados mais de perto pelos adultos. Nos últimos anos, houve um aumento expressivo na incidência desse tipo de trauma. De cada 10 fraturas de ossos da face, em média, uma é registrada na faixa etária entre zero e 13 anos.

“A estatística chama atenção, uma vez que, dependendo das circunstâncias, um impacto em criança precisa ser muito mais forte do que nos adultos para causar fratura facial. Isso porque os ossos infantis são mais macios”, explica o presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CBCTBMF), Dr. Sylvio Luiz Costa de Moraes.

O especialista destaca que “na época de férias, as estatísticas são maiores, uma vez que os pais relaxam mais, ficam mais despreocupados. O que, de certa forma, cria uma atmosfera de risco”.

Em 35% dos traumas são resultado dos acidentes domésticos (quedas de pequenas alturas como cama, beliche, sofá); 20% relacionam-se a violência externa (atropelamentos); 15% decorrem de colisão de veículos; 10% são consequências de quedas atípicas (acidentes domésticos não padronizados como: queda de laje, tanque ou muro alto); e os outros 20% resultam de outras causas (como agressão, acidente de moto, armas de fogo, queda de grandes alturas como prédio, queda de varanda, acidente com porta de elevadores, queda de escada e atividade física).

A maioria dos acidentes (65%) acontece fora de casa (em áreas de lazer, escolas e calçadas). “Também vale destacar que o número de acidentes com bicicleta e triciclos é grande, já que a velocidade imprimida ajuda a aumentar o impacto”, ressalta o Dr. Sylvio de Moraes. As fraturas de mandíbula, nariz e dento-alveolares (dentes e gengiva) são as mais comuns.

Em caso de acidente, Dr. Sylvio de Moraes alerta os pais para solicitarem o atendimento de um cirurgião buco-maxilo-facial, determinante para a recuperação sem sequelas dos filhos. “Geralmente, os atendentes encaminham para o pediatra. Se os pais pedirem um buco-maxilo-facial a estratificação do trauma será mais assertiva e rápida. É preciso avaliar a criança clinicamente e sempre que possível, por imagem de tomografia. O buco-maxilo-facial vai conseguir identificar mais facilmente todos os detalhes – ossos faciais, da coluna cervical, do crânio, dentes de leite e dentes permanentes – que muitas vezes se sobrepõem e dificultam a interpretação de imagens nos exames convencionais e por isso terá um melhor entendimento do caso”, finaliza o presidente do CBCTBMF.

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