Cidades

Secretaria confirma seis mortes por febre amarela no estado de SP

O secretário estadual de saúde, David Uip, confirmou hoje durante entrevista coletiva realizada na capital a morte de seis pessoas em decorrência da febre amarela, no estado de São Paulo. De acordo com a pasta, dois casos são autóctones e ocorreram nos municípios de Batatais e Américo Brasiliense, no interior. Os outros quatro casos são importados, isto é, as infecções ocorreram fora do estado, todas em Minas Gerais.

Os números foram apresentados no encontro estadual sobre Arboviroses, com a participação de prefeitos e secretários municipais da saúde de todos os municípios do estado, na capital paulista.

Outros 17 casos de pessoas que foram ou estão sendo tratadas por suspeita de febre amarela silvestre também foram confirmados pela secretaria. Quatro são do interior do estado e as demais de Minas Gerais, Pará e Amazonas. Em 2016, apenas dois casos foram confirmados: um em Bady Bassit e outra em Ribeirão Preto.

Durante a reunião, foram reforçadas as estratégias de prevenção e enfrentamento à dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

A vacina contra a febre amarela é indicada apenas aos moradores de áreas de risco definidas pelo Ministério da Saúde e para aqueles que vão viajar a esses locais.

DENGUE

Em 2016, o número de casos de dengue caiu 76,3%, em comparação com o ano anterior. Foram confirmados 162.053 casos da doença no estado. Em 2015, o número total de casos foi de 684.360. o número de mortes também caiu: de 488 em 2015 para 97 em 2016, o que representa uma queda de 80%. Este ano, 23 casos foram confirmados na primeira quinzena do mês, mas nenhuma morte foi registrada.

CHIKUNGUNYA

Até agora, um caso de chikungunya autóctone foi confirmado este ano. Em todo 2016 foram 1.084, entre autóctones e importados. Nenhum caso de vírus Zika registrado em 2017 e foram registrados 4.086 casos da doença em 2016.

“Contamos com duas situações diferentes. Uma é a febre amarela para a qual temos uma vacina competente, mas que tem efeitos adversos e tem que ser muito bem pesado a quem aplicar a vacina. Para as outras três arboviroses não temos vacina. A vacina que estamos testando está indo muito bem já com quase 5 mil voluntários vacinados. Essa reunião foi fundamental para mostrar que não podemos arredar os esforços no embate contra o Aedes”, disse Uip.

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