Ser Papai

Quando nasce um Papai?

Era março, o dia 12, e o ano 2013. Naquele momento um pai era concebido. Eu. Não foi um parto tranquilo, não tinha informações e a adrenalina estava à mil. Sim. Eu fiz questão de participar desse seu primeiro momento de vida, ouvir o choro, segurar firme as mãos da sua mãe como forma de transmitir segurança. Mesmo estando assustado.

Você nasceu, mas não chorou. Não é isso que fazem os bebês quando nascem? Não foi assim. E por alguns segundos, o susto aumentou. Você não respirava. Estava roxo. Vi seu coraçãozinho bater forte, mas nos seus olhos via que não estava tudo bem.

“Chora neném”, disse a enfermeira que cuidava de você nessa. E assim repetiu mais duas vezes. Agora, eu que imaginava que algo estava fora do controle, por dentro, desabava.

“Filho, chora. O papai está aqui”, disse eu com a voz embargada. Sua mãe percebeu minha aflição e já me perguntava se estava bem. Eu disse que sim.

Mas essa história não é uma história triste. Você conseguiu respirar e deu um resmungo, engasgo.

Lembro dos seus olhos arregalados, como quem observava o ambiente na tentativa de reconhecê-lo.

“Quatro quilos e vinte e gramas”, gritou alguém do outro lado da sala. Que grande!

Desde sempre você foi paparicado. Desejado na gestação por todos da família. O primeiro neto, né? Mas na maternidade, era uma perfeita babação. Pediatras, enfermeiras e auxiliares ficavam impressionadas com o seu tamanho e peso. Sobretudo, por não ter dado qualquer alteração na sua saúde.

Quatro anos se passaram e somos bons amigos. De lá pra cá, vi, ouvi e acompanho todo o seu desenvolvimento. Me divirto ao observar a facilidade que você tem em fazer “colegas”. É assim que ele chama os amiguinhos da escola.

Como é bom Ser Papai!

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