Saúde

Fim do horário de verão: pessoas com rotina regrada são mais afetadas

Às 0h deste domingo, 18, os brasileiros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão atrasar seu relógio em uma hora, quando encerra o período de horário de verão 2017/2018. O horário entrou em vigor em 15 de outubro. Com a mudança. algumas alterações no organismo acontecem e chegam a causar desconfortos nas pessoas com rotina regrada, de acordo com a clínica geral e geriatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Rossana Maria Russo Funari.

Ter horários certos para se alimentar e dormir torna os processos de adaptação mais difíceis. Segundo a médica, essa quebra na rotina prejudica até mesmo o rendimento do indivíduo.

“Se a pessoa costuma acordar muito cedo para trabalhar, a mudança é mais perceptível. No fim do horário de verão, a tendência é dormir mais tarde, enquanto o relógio biológico está ‘programado’ para acordar mais cedo. Isso prejudica o rendimento”, explica.

Sintomas como sonolência, enxaqueca, dor de estômago e até alteração do apetite podem ocorrer durante o processo de adequação do corpo, que, em média, dura sete dias. Para evitar esses problemas, a especialista indica preparar-se para dormir no horário de costume e evitar o consumo de bebidas que tirem o sono, como café, refrigerante e alguns tipos de chá que contêm cafeína.

De acordo com a médica, não há correlação do fim do horário de verão com os efeitos de um “jetlag”, famosa fadiga de viagem ocasionada por mudanças no fuso. Rossana Maria Russo Funari explica que os efeitos são mais suaves e não causam tantas consequências para a maioria das pessoas.

“No caso do ‘jetlag’, temos uma condição menos fisiológica, que é uma consequência de alterações no ritmo circadiano(período de aproximadamente 24 horas), mais intenso em viagens longas em que há grandes mudanças de fuso horário.”

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